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LIVRO DO MÊS


 UM CONTO DE NATAL,
DE CHARLES DICKENS

Charles John Huffman Dickens

Charles Dickens é um dos romancistas mais populares de todos os tempos. As suas obras mais famosas são: David Copperfield, Um Conto de Natal e Oliver Twist.
Dickens nasceu a 7 de Fevereiro de 1812 em Portsmouth, Inglaterra e morreu a 9 de Junho de 1870.
As suas obras descrevem a vida difícil do operário na sociedade industrial e, em particular, a miséria das classes sociais mais baixas e a precariedade da infância.

Algumas das suas obras mais conhecidas são:
As aventuras de Oliver Twist (Oliver Twist)
Um Conto de Natal (A Christmas Carol

A Batalha da Vida (The Battle of Life)

Tempos Difíceis (Hard Times)
Um conto de duas cidades (A Tale of Two Cities)
Grandes Esperanças (Great Expectations)

E muitas delas foram adaptadas para o cinema.



Um conto de Natal

Ebenezer Scrooge é um homem avarento e amargo que não gosta do Natal. Trabalha num escritório em Londres com Bob Cratchit, um funcionário pobre, mas um homem feliz, que é pai de quatro filhos por quem nutre muito carinho, em especial pelo frágil Tiny Tim, o mais novo, que tem problemas de saúde.
Numa véspera de Natal, Scrooge recebe a visita do seu ex-sócio Jacob Marley, que havia morrido naquele mesmo dia. Marley diz-lhe que o seu espírito não consegue ter paz porque não foi bom nem generoso ao longo da sua vida, mas que Scrooge tem uma hipótese. Para isso, Scrooge irá receber a visita de três espíritos que pretendem fazer dele uma pessoa generosa e solidária.

(Textos adaptados de: Infopedia.pt e Leya)

LIVRO DO MÊS



Amor de Perdição 
de Camilo Castelo Branco








Amor de Perdição é o título de uma novela portuguesa de Camilo Castelo Branco, escrita em 1862. É o mais famoso romance do autor, um dos expoentes do romantismo em Portugal.

A redação dessa obra, sua maior novela passional, foi inspirada em suas desventuras - sempre envolvido em casos amorosos complicados - e na peça Romeu e Julieta, de Shakespeare. Com a publicação da obra em 1862, Castelo Branco alcança grande popularidade.

Simão Botelho e Teresa de Albuquerque pertencem a famílias distintas, que se odeiam. Moradores de casas vizinhas, em Viseu, acabam por apaixonar-se e manter um namoro silencioso através das janelas próximas. Ambas as famílias, desconfiadas, fazem de tudo para combater a união amorosa. Tadeu de Albuquerque (o pai de Teresa), após recorrentes tentativas de casar sua filha com um primo, acaba por interná-la num convento.
Após tantas lutas com os criados do primo de Teresa, Simão Botelho permanece na casa de um ferreiro devedor de favores ao seu pai. A filha do ferreiro, Mariana, acaba também por se apaixonar por Simão, constituindo um triângulo amoroso. Teresa e Simão mantêm contacto por cartas. Este, numa tentativa de resgatar Teresa do convento, acaba por balear o primo de Teresa, Baltasar, e é condenado à forca. Mais tarde, as influências de seu pai, antigo corregedor, irão mudar a pena para dez anos de degredo na Índia.

Fonte: http://pt.wikipedia.org

O que acontecerá a seguir? Lê a obra para descobrires.


As Primeiras Linhas

Folheando os livros de antigos assentamentos, no cartório das cadeias da Relação do Porto, li, no das entradas dos presos desde 1803 a 1805, a fl. 232, o seguinte:


Simão António Botelho, que assim disse chamar-se, ser solteiro, e estudante na Universidade de Coimbra, natural da cidade de Lisboa, e assistente na ocasião de sua prisão na cidade de Viseu, idade de dezoito anos, filho de Domingos José Correia Botelho e de D. Rita Preciosa Caldeirão Castelo Branco, estatura ordinária, cara redonda, olhos castanhos, cabelo e barba preta, vestido com jaqueta de baetão azul, colete de fustão pintado e calça de pano pedrês. E fiz este assento, que assinei.
Filipe Moreira Dias.

À margem esquerda deste assento está escrito:

Foi para a Índia em 17 de Março de 1807.

Não seria fiar demasiadamente na sensibilidade do leitor, se cuido que o degredo de um moço de dezoito anos lhe há de fazer dó.




Para saberes mais sobre a vida e obra de Camilo Castelo Branco, sugerimos o vídeo da série Grandes Livros, exibida na RTP2.



Podes também consultar o sítio da Casa de Camilo, disponível em http://www.camilocastelobranco.org/.


DICA CULTURAL

Esta semana dedicamos este espaço à
Festa do Teatro 2012 

dos Grupos do Concelho de Loures. 









O livro do mês: Contos da Montanha de Miguel Torga

O autor


Miguel Torga (1907-1995), de seu verdadeiro nome Adolfo Correia da Rocha, é o pseudónimo literário pelo qual ficou conhecido. Formado em Medicina pela Universidade de Coimbra, colaborou na revista Presença e dirigiu as revistas Sinal e Manifesto.
 
Em 1976 foi distinguido com o Grande Prémio Internacional de Poesia das Bienais Internacionais de Knokke-Heist, em 1980 com o Prémio Morgado de Mateus, em 1981 com o Prémio Montaigne (Alemanha), em 1989 com o Prémio Camões e em 1992 com os prémios Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores e Figura do Ano da Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira.
 
A sua obra encontra-se traduzida em diversas línguas.
 
Miguel Torga foi durante muitos anos o editor dos seus próprios livros.

 
As primeiras linhas
Foi um grande acontecimento em Vilarinho, quando na Senhora da Agonia, à missa, o padre João leu os nomes dos mordomos da próxima festa. É que, à cabeça do rol, vinha o Firmo, e todos esperavam tudo menos isso.
 

O livro do mês: Os Capitães da Areia de Jorge Amado

O autor

[…] Jorge Amado nasceu em 1912, em Pirangi, Baía, e faleceu a 6 de agosto de 2001. Viveu uma adolescência agitada, primeiro, na Baía, no início dos seus estudos, depois no Rio de Janeiro, onde se formou em Direito e começou a dedicar-se ao jornalismo. Estreou-se como romancista com O País do Carnaval (1931), Cacau (1933), Suor (1934), seguindo-se Terras do Sem Fim (1943) e S. Jorge dos Ilhéus (1944). A sua marcada oposição à situação política vivida no Brasil levou-o ao exílio por duas vezes, a primeira em 1941, tendo regressado em 1942, e a segunda em 1948, por um período de quatro anos. Durante o exílio, viajou para países como Argentina (Buenos Aires), onde escreveu O Cavaleiro da Esperança (1942) […]. Em 1951 recebeu o Prémio Estaline, com a designação de «Prémio Internacional da Paz». Os problemas sociais orientam a sua obra, mas o seu talento de escritor afirma-se numa linguagem rica de elementos populares e folclóricos e de grande conteúdo humano. A sua obra tem toques de picaresco, sem perder a essência crítica e a poética. Além das já citadas, referimos, na sua vasta produção: Jubiabá (1935), Mar Morto (1936), Capitães da Areia (1937), Seara Vermelha (1946), Os Subterrâneos da Liberdade (1952). Mas é em Gabriela, Cravo e Canela (1958), Os Velhos Marinheiros (1961), Os Pastores da Noite (1964) e Dona Flor e os Seus Dois Maridos (1966) que o romancista […] se volta para temas como a infância, a música, o misticismo popular, a turbulência popular e a vagabundagem, numa linguagem de sabor poético, humorista, renovada com recursos da tradição clássica ligados aos processos da novela picaresca. O seu sentimento humano e o amor à terra natal inspiram textos onde é evidente a beleza da paisagem, a tradição cultural e popular, os problemas humanos e sociais - uma infância abandonada e culpada de delitos, o cais com as suas misérias, a vida difícil do negro da cidade, a seca, o cangaço, o trabalhador explorado da cidade e do campo, o "coronelismo" feudal latifundiário perpassam significativamente na obra deste romancista dos maiores do Brasil e dos mais conhecidos no mundo. Fecundo contador de histórias regionais, Jorge Amado definiu-se, um dia, «apenas no baiano romântico, contador de histórias». «Definição justa, pois resume o carácter do romancista voltado para exemplos de atitudes vitais: românticas e sensuais... a que, uma vez por outra, empresta matizes políticos...», como diz Alfredo Bosi em História Concisa da Literatura Brasileira. Foi-lhe atribuído o Prémio Camões em 1994.
http://www.infopedia.pt/$jorge-amado (adaptado e com supressões)

As primeiras linhas do livro


Sob a lua, num velho trapiche abandonado, as crianças dormem.


Antigamente aqui era o mar. Nas grandes e negras pedras dos alicerces do trapiche as ondas ora se rebentavam fragorosas, ora vinham se bater mansamente. A água passava por baixo da ponte sob a qual muitas crianças repousam agora, iluminadas por uma réstia amarela de lua ...

 
 

O filme



Alguns comentários ao autor e à obra:

O livro do mês : Orgulho e Preconceito, Jane Austen

 

 As primeiras linhas do livro

" É uma verdade universalmente aceite que um homem solteiro na posse de uma fortuna avultada necessita de uma esposa."

A autora

Jane Austen (1777-1817) nasceu em Steventon, Inglaterra, no seio de uma família da burguesia agrária. Pelo seu profundo conhecimento, dos mecanismos que regem as relações humanas, bem como pela ironia com que dota os seus romances, Austen ganhou um lugar entre os clássicos apreciados pelos académicos e entre os autores mais lidos pelo grande público. Orgulho e Preconceito (1813) é o mais famoso dos seus romances e uma das obras-mestras da literatura universal. Além dela, destacam-se Sensibilidade e Bom Senso, Mansfield Park, Emma, A Abadia de Northanger e Persuasão.

O filme

Orgulho e Preconceito(2005)
Pride & Prejudice (título original)
Duração -127 min
Classificação IMDB - 7.7/10